Modelos em Medicina

A FCM conta com novos simuladores anátomo-fisiológicos. Adquiridos recentemente, modelos de auscultação, palpação e observação serão utilizados nas aulas de Introdução à Prática Clínica a partir do segundo semestre.

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Chegaram à faculdade os novos simuladores. Modelos anatómicos desenvolvidos a partir das tecnologias mais inovadoras da Engenharia Biomédica permitem a análise detalhada dos sintomas característicos de uma panóplia de patologias. Retirados há escassos dias das embalagens que os envolviam, aguardam o início do segundo semestre para serem finalmente estreados.

No total haverá à disposição para as aulas, sete modelos. Dois baseiam-se essencialmente na técnica de auscultação, outros três na prática da palpação e por fim, dois destinam-se ao aperfeiçoamento da capacidade de observação e interpretação da patologia visual e auditiva.

Os modelos de auscultação focam-se no exame torácico. Para o exame cardíaco teremos um protótipo em decúbito dorsal, de estatura e peso idênticos ao de um doente que possa entrar no consultório. Imediatamente ao lado, o software do simulador disponibiliza de entre um extenso repertório, a história clínica do “doente” e os respectivos exames complementares. Para cada patologia que se seleccionar, o modelo reproduz os sons característicos, permitindo desta forma uma auscultação extremamente similar à real.

[toggle title=”Modelo de Auscultação Cardíaca“]modelo1
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O modelo respiratório funciona de igual modo. Colocando o estetoscópio nos focos adequados, facilmente se tornam audíveis os fervores, sibilos, roncos e demais sons que se esperam de cada patologia. Que doença será? Caberá ao aluno averiguá-lo, tendo em conta os dados a que tem acesso e claro, a auscultação. Para a turma poder “auscultar” ao mesmo tempo, existem ainda amplificadores de som.

[toggle title=”Modelo de Auscultação Respiratória“]SAMSUNG DIGITAL CAMERA[/toggle]

Quanto aos modelos de palpação, contamos com três, como já foi referido. O toque vaginal poderá ser praticado no modelo de útero. Para o estudo de diversas patologias prostáticas teremos o protótipo de toque rectal. A mama, por sua vez, permitirá a palpação de nódulos.

[toggle title=”Modelos de Toque Vaginal e Palpação Mamária“]modelo4[/toggle] [toggle title=”Modelo de Toque Rectal“]
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Por último temos dois protótipos em forma de busto para o olho e o ouvido. No primeiro, consoante a doença pretendida, será colocado no seu interior o diapositivo correspondente. A projecção deste será observável pelo uso do oftalmoscópio no exame ocular do “doente”.

[toggle title=”Modelos para Otoscopia e Oftalmoscopia“]modelo6[/toggle]

O exame auditivo conta com vários pares de orelhas que se colocarão no modelo para inspecção das múltiplas patologias deste órgão, com ajuda de um otoscópio. Ouvido e olho não ficam aquém dos outros exemplares, todos têm um papel crucial na aprendizagem. Por palavras do Prof. Dr. Pedro Costa (Coordenado do MIM), “o oftalmoscópio e o otoscópio, ao igual que o estetoscópio, são instrumentos essenciais na bata do internista”.

Inicialmente estes simuladores ficarão apenas a uso nas aulas de Introdução à Prática Clínica, Unidade Curricular do 2ºano do Novo Currículo. Não obstante, haverá no futuro a hipótese de serem abrangidas outras UC’s e ainda, de estes ficarem disponíveis ao estudo por parte dos alunos da faculdade.

O excelente rigor anatómico e fisiológico dos protótipos deve-se à qualidade e esmero da Kyoto Kagaku Co. LTD, de fabrico japonês. Este novo equipamento somou cerca de 100 mil euros, 80 mil dos quais foram em exclusivo para os modelos de auscultação.

[pullquote]Quanto mais cedo o jovem médico contactar com os meandros do seu futuro como clínico, mais eficiente será o início da sua caminhada no Hospital.[/pullquote]E tanto esforço para quê? Cada vez mais áreas do ensino, desde a aeronáutica à condução, recorrem ao auxílio de simuladores para proporcionar aos alunos a melhor preparação possível antes de se confrontarem pela primeira vez com o verdadeiro “volante”. Pretende-se o desenvolver de técnicas e capacidades indispensáveis à correcta actividade profissional que apenas a prática permite aprimorar. Então, porque não aplicá-lo à Medicina? Quanto mais cedo o jovem médico contactar com os meandros do seu futuro como clínico, mais eficiente será o início da sua caminhada no Hospital.

AGRADECIMENTOS: Agradeço à Profª. Dra. Teresa Monteiro e ao Prof. Dr. Pedro Costa o tempo, a disponibilidade, e o entusiamo na partilha da experiência e da informação indispensáveis para a realização deste artigo.

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