Esquecemo-nos do Ébola?

Na sequência do recente surto do ébola que gerou uma onda de preocupação a nível nacional e mundial, e colocou as autoridades internacionais de saúde em alerta, a FRONTAL entrevistou o Professor Paulo Paixão, Regente da Unidade Curricular de Infecção: Etiologia, Patogénese e Bases Terapêuticas da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa e Presidente da Sociedade Portuguesa de Virologia, no passado dia 11 de Novembro de 2014. De uma forma muito clara, objectiva e dirigida essencialmente aos estudantes de medicina, o Professor Paulo Paixão esclarece algumas questões sobre pontos-chave desta doença.
 
Em entrevista à FRONTAL, o Professor Paulo Paixão tentou simplificar alguns dos conceitos relacionados com o Ébola. (Fotografia: André Pinho)

Em entrevista à FRONTAL, o Professor Paulo Paixão tentou simplificar alguns dos conceitos relacionados com o Ébola. (Fotografia: André F. de Sobral Pinho)

Frontal (F): De forma muito sucinta, o que devem os estudantes de medicina reter sobre o vírus do ébola?

F: Como mata o ébola?

F: Uma das principais formas de transmissão do vírus é o contacto com fluidos infetados. Se o contacto for estabelecido com a pele, para haver infeção, a pele tem de ter uma solução de continuidade?

F: Mesmo curado, um doente pode passar a ser portador do vírus, de tal forma a que o possa propagar?

F: Quais são os principais grupos de risco e porquê?

F: Tendo em conta a etiologia do vírus, quais são as medidas que a população em geral, e os estudantes de medicina em particular, devem adoptar para se protegerem do vírus e evitarem a sua propagação?

F: Quais as principais diferenças entre um quadro gripal e uma infecção pelo vírus do ébola?

F: Podem os animais de estimação ser infectados e por sua vez propagar a infecção a outras pessoas?

F: Relativamente aos laboratórios designados para tratarem dos casos que venham a surgir, o que acontece às amostras dos doentes desde que são colhidas até que é conhecido o resultado?

F: Na sua opinião, por que razão tem sido tão difícil encontrar um tratamento efetivo para a doença?

F: Qual a importância relativa do ébola quando comparado a outras pandemias da actualidade como o VIH e a malária?

F: Pode, na Europa, o ébola ser como a gripe A, na medida em que foi gerado um dramatismo que acabou por não corresponder à gravidade real da situação?

F: Considera que Portugal está na rota do vírus?

A FRONTAL agradece a amabilidade e disponibilidade do Professor Paulo Paixão para a elaboração deste artigo.