TEC: Inovação com 3 R’s

Reciclagem de Gás Anestésico

A Professora Luísa Neves, autora do projeto, recebeu, no dia 29 de Janeiro, a Medalha de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência.

Durante uma cirurgia tudo é contabilizado – seja o tempo ou os recursos a uso. Seguindo o projeto iniciado durante o seu doutoramento (materiais com afinidade para o CO2), a Professora Luísa Neves, da Rede de Química e Tecnologia REQUIMTE, pretende desenvolver um sistema de purificação do gás anestésico, com eliminação total do CO2 exalado pelo paciente, permitindo assim a reutilização do gás anestésico e reduzindo os custos relacionados com a intervenção.

O sistema, a ser implementado nas máquinas de anestesia, será constituído por dois contatores de membranas e por uma rede com líquido iónico e enzima anidrase carbónica, possuidores de grande afinidade para o CO2, que permitirão que este gás seja eficientemente removido do circuito, e que o gás anestésico – neste projeto, o xénon – seja reaproveitado para outras cirurgias. Pretende-se contudo, alargar este sistema para a utilização do óxido nitroso e para oxigénio com ar.

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Olhar… E ver.

A Ciência aplicada à Saúde evolui, desenvolve e expande-se em todas as direções, sem escolher um único caminho definido. A inovação passa não só pelo optimizar materiais e técnicas já existentes, como pela verdadeira revolução de gadgets e aparelhos prostéticos que são sucessivamente criados em prol de um bem maior. É o caso do primeiro olho biónico a ser aprovado mundialmente pela FDA em 2013 – o Sistema de Retina Prostética Argus II®. Criado pela empresa Second Sight, o Argus II foi arquitetado para repôr parte da visão dos doentes com retinite pigmentosa severa. Nesta doença genética rara o olho é incapaz de percecionar luz e a patologia cursa normalmente com cegueira, apesar de haver integridade da camada interna da retina. Apesar de não conseguir reconstituir a visão integralmente, o Argus II distingue e deteta luzes e sombras, permitindo assim acompanhar o movimento ou identificar a localização de objetos. O funcionamento desta retina biónica é feito através de elé trodos, implantados na retina,  que transformam imagens transmitidas via wireless por usm dispositivo semelhante a óculos, utilizado pelo paciente, em impulsos eléctricos que estimulam a retina íntegra do doente a gerar sinal que é posteriormente interpretado pelo cérebro como uma imagem.

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A prótese epirretinal, implantada no olho do paciente (adaptado de System Overview, do site da Second Sight)

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O Equipamento Externo (adaptado de System Overview, do site da Second Sight)

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Joana Moniz Dionísio é uma aluna do 5º ano de Medicina na FCM-NOVA. Apesar de ter nascido em Lisboa, viveu durante toda a sua vida em Alcobaça, até regressar novamente à capital para ingressar no ensino superior. Vem de uma zona conhecida pela sua doçaria conventual, mas as suas paixões e hobbies ignoram por completo a culinária, indo desde a Medicina, Literatura e História Universal até temas como a Cultura Oriental e Música Clássica. É colaboradora da revista FRONTAL desde Março de 2013 e foi no também nos idos de Março do ano seguinte que se tornou editora da secção Cultura. Desde Novembro de 2014 que assegura a função de Editora-Geral da FRONTAL. A autora opta pelo Antigo Acordo Ortográfico.

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