Xadrez, Segundo Pedro Rodrigues

Nesta semana temos o Pedro Rodrigues (PR), colega nosso do 6º ano, a partilhar connosco a sua experiência no xadrez. Ele é dos melhores atletas de xadrez  que a NOVA e a nossa faculdade têm, tendo-nos representando várias vezes em torneios nacionais universitários.

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Frontal (F): O que é que praticas e em que é que consiste?

PR: Pratico xadrez, cujas competições consistem em jogos individuais contra outro jogador com um limite de tempo pré-estabelecido, sendo que a forma mais comum de competição tem por objetivo acumular o maior número possível de pontos (por vitória e empate).

F: Quando é que começaste a praticar? O que é que te motivou para isso?

PR: Comecei a jogar com cerca de 6 anos. Inicialmente fui ensinado em casa e mais tarde por um professor de xadrez que nos dava aulas na escola primária. Na Benedita, a terra de onde sou natural, sempre houve a tradição do ensino da modalidade e como tal tanto eu como os meus amigos aprendemos e jogávamos. Em casa, era habitual jogar com o meu pai e quando tive oportunidade de jogar com outras pessoas da minha idade e ganhar algumas vezes comecei a sentir-me mais motivado.

F: Os treinos ocupam muito tempo? Consegues conciliar o estudo e os treinos?

PR: Um treino de xadrez em si é muito flexível e depende individualmente de cada pessoa. Pode ser feito em qualquer lado, com apenas um tabuleiro e um livro ou um computador. Apesar de jogadores (mesmo portugueses amadores) chegarem a treinar 3 horas todos os dias, não é esse tempo que é mais difícil de arranjar. A parte mais importante do “treino” é a competição, que idealmente deve ser frequente. Estas competições muitas vezes ocupam vários dias consecutivos (um campeonato de xadrez pode durar até 2 semanas, com duração de 3 a 5 horas por dia) em locais que podem ser distantes daqueles onde o jogador estuda, incompatibilizando o estudo com uma carreira realmente ativa. É esse o grande problema do xadrez em Portugal, pois nenhum jogador evolui quando entra para a Universidade, sendo que a maioria até baixa o seu nível de jogo ou deixa mesmo de jogar.

Eu, pessoalmente, não treino nada que se pareça com 3 horas por dia e que o meu objetivo passa principalmente por tentar manter o meu nível de jogo e tentar obter bons resultados nas Competições Universitárias, enquanto ainda o posso fazer.

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F: são as principais competições nas quais participaste?

PR: Participei quase todos os anos nos Campeonatos Nacionais de Jovens e também em alguns Campeonatos Nacionais Absolutos. Contudo, penso que o destaque vai para o Campeonato Mundial Universitário que tive oportunidade de jogar em agosto passado. Em termos de resultados, o que me dá mais orgulho é o título de Campeão Nacional de Semi-Rápidas Sub-18, que ganhei em 2006.

F: Tens alguma mensagem a transmitir aos teus colegas interessados em praticar Xadrez?

PR: O xadrez exige concentração, raciocínio e capacidade de gerir o tempo, características úteis para qualquer um. Mas antes de tudo, é um jogo que, numa situação de lazer, pode ser aproveitado de forma relaxada, com interação social mas exigindo ao mesmo tempo alguma capacidade mental. Um pouco como os jogos de cartas, tão populares no nosso país.

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Alexei Buruian, aluno do 4º ano na FCM-NOVA. Nasci na Moldávia e vim para Portugal em 2002, em 2010 ingresso no Ensino Superior. Atualmente sou colaborador do departamento Desportivo da AEFCML e da revista FRONTAL. Um grande agradecimento meu aos atletas que se disponibilizaram para fazer os artigos, foi um privilégio entrevistar-vos :) Estamos sempre à procura de atletas a quem possamos entrevistar! Se praticas alguma modalidade desportiva, especialmente uma que ainda não conste nos artigos disponíveis, então contacta-nos para desportivo@ae.fcm.unl.pt e partilha a tua história com a faculdade!

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