Na onda do Som…

O som? Para o ser humano, o som é uma ferramenta essencial, para não dizer vital. É o som que nos ajuda a comunicar, que nos ajuda a proteger, que nos proporciona a oportunidade de criar e disfrutar de algo tão único como a música, que nos ajuda a diagnosticar e a encontrar o desconhecido, que nos distrai e nos acompanha sempre em todos os momentos, entre outras tantas coisas. Basta imaginar a nossa vida sem esta onda que nos envolve a todos os instantes. Como seria? No entanto, como tudo o que é demais ou escasseia, há consequências…

Fone3

O que é a poluição sonora?

Diz-se que há poluição sonora quando, num determinado meio ambiente, o som é capaz de alterar a condição normal da audição, sendo que difere dos outros tipos de poluição por não se acumular. O ruído, vulgo barulho, é o principal desencadeador deste tipo de poluição.

O ouvido divide-se em três constituintes: externo, médio e interno. O externo é responsável pela captação do som, que depois é transmitido pelo ouvido médio até ao interno onde é reconhecido e transmitido ao cérebro pelo nervo auditivo. Logo, a integridade de todas as «peças» desta «máquina» é importante para uma boa percepção do mundo que nos rodeia.

Segundo a OMS, um som até 50 dB não causa prejuízo para o ouvido humano, a partir desse valor começam a verificar-se efeitosfones negativos tais como: insónia, stress, depressão, perda de audição, agressividade, perda de atenção e concentração, perda de memória, cefaleias, aumento da pressão arterial, fadiga e surdez.  Algumas destas consequências podem desenvolver-se a curto prazo, enquanto outas podem levar anos a manifestarem-se.

É importante realçar que o modo como cada pessoa percepciona o som (com ou sem prazer) não está associada a menor ou maior
capacidade lesiva pelo que, na definição de ruído, a intensidade e a duração são os principais definidores. Logo, é fácil perceber que o hábito de ouvir música a 120 dB durante longos períodos de tempo poderá causar lesões auditivas irreversíveis, o que se verifica não só no Verão (discotecas e festivais) mas também na época de exames, uma vez que é sabido que grande percentagem dos estudantes utiliza dispositivos de áudio enquanto estuda, e até na prática de exercício físico.

Recomendações

Para evitar os efeitos nocivos da poluição sonora é importante: evitar locais com muito barulho; ouvir música num volume
baixo/médio; recorrer a protetores auriculares em locais de trabalho com muito ruído; ter atenção ao volume quando se utiliza fones, não gritar em locais fechados, evitar locais com aglomeração de pessoas a conversar, evitar a proximidade a caixas acústicas e colunas de som em discotecas e concertos, e fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento.

Curiosidade:

Nível de ruído provocado (aproximadamente – em decibéis)

– torneira a gotejar (20 db)
– música baixa (40 db)
– conversa (40-50 db) 
– restaurante com movimento (70 db)
– secador de cabelo (90 db)
– camião (100 db)
– buzina de automóvel (110 db)
– turbina de avião (130 db)
– concerto, próximo às caixas de som (acima de 130 db)
– arma de fogo (140 db)

Sendo assim, há que ter alguns cuidados de modo a prolongar os momentos de que tanto gostamos.

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Aluna do 6º ano do MIM na FCM-UNL, oriunda de Loulé, apaixonada pela praia, pelo sol e pelo campo, ingressa na FCM em 2010 e desde 2012 que colabora com a secção de Saúde e Bem-Estar da FRONTAL. Como amante de desporto e praticante de atletismo, veste as cores da universidade NOVA e leva o nome desta mui nobre faculdade aos campeonatos universitários. Ao desporto alia o seu clarinete que toca desde os 8 anos e um gosto amador pela pintura, o que não pode acontecer é ter tempo livre. Tem especial curiosidade e apetência pelo estudo e compreensão do mundo que a rodeia, o que a leva a questionar e a querer descobrir as razões e as soluções para os problemas que surgem no seu caminho.

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