FRONTAL junta-se a Frontal Mag em edição maiores de 18

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Notícia: Numa decisão inédita no mundo editorial nacional (e provavelmente mundial), uma revista estudantil e outra dedicada a conteúdos eróticos preparam-se para realizar uma edição conjunta. Os contornos encontram-se por definir, mas é já certo que este será um tema que fará correr muita tinta.

[dropcap]V[/dropcap]árias vezes as duas revistas tinham sido confundidas. Estudantes de medicina que procuravam informações sobre a revisão do internato médico deram de caras com fotografias provocantes da Sónia Michele e homens em busca de imagens da equipa nacional de voleibol da Suécia foram surpreendidos pela complexidade dos sistemas de saúde nórdicos. Um ponto interessante de intercâmbio de experiências portanto…

A história é longa, ou assim o explica Luís Afonso, Director da revista da Faculdade de Ciências Médicas. «Na Redacção da FRONTAL as confusões entre as duas revistas sempre foram motivo de conversa – e de muitas piadas, claro».

O que no início terá incomodado as mentes dos colaboradores da FRONTAL, mais tarde acabou por ganhar contornos burlescos. “Houve algumas situações engraçadas, como termos recebido e-mails de jovens à procura de oportunidade para posarem em sessões fotográficas e mensagens de leitores confusos com a identidade das duas publicações. Numa ocasião chegámos a ser acusados de plágio! Nós, uma publicação com quase 40 anos de existência…”, contínua Luís Afonso.

“Houve algumas situações engraçadas, como termos recebido e-mails de jovens à procura de posarem em sessões fotográficas”

Mas como é que deste ponto foi possível chegar à realização de uma edição conjunta entre estas duas revistas de esferas quase opostas do universo da publicação?

Conta-me como foi

Tudo terá começado por uma simples brincadeira, na qual alguns colaboradores FRONTAL decidiram enviar uma proposta irrecusável à sua homónima: uma pareceria entre as duas revistas. Esta sugestão terá sido, sem dúvida, improvável. Mas a maior surpresa ficou reservada para quando chegou uma resposta positiva da parte da famosa publicação de conteúdos para adultos. Os seus responsáveis terão gostado da ideia e de imediato lançaram uma série de propostas em cima da mesa, algumas das quais, a virem à tona de água, causariam o escândalo no mundo da medicina.

Só bem mais tarde o assunto chegou ao conhecimento da Direcção da FRONTAL, já havendo inclusivamente reuniões agendadas entre os dois lados interessados! “Este assunto apanhou-nos completamente de surpresa”, explica a Ana Luísa Pereira, Editora-Geral. “Quando recebemos esta notícia, o primeiro impulso foi de imediato terminar imediatamente  este contacto”. Porém, tal acabou por não se suceder e os eventos tomaram um caminho bem particular.

A verdade é que fomos surpreendidos pela cultura e simpatia dos editores da “nossa rival”. E foram muito persistentes, queriam reforçar a sua posição na faixa etária correspondente à população universitária, onde a concorrência domina ”, diz, entre alguns risos, o Luís Afonso. “Porém, a colaboração entre as duas revistas sempre nos pareceu algo completamente impossível, pela falta de assuntos comuns entre as duas linhas editoriais”.“[pullquote align=”right”]”A verdade é que fomos surpreendidos pela cultura e simpatia dos Editores [da Frontal mag]”[/pullquote] O elo que faltava para esta ideia improvável tivesse pernas para andar surgiu no meio de um brainstorming, a altas horas da madrugada. “Estávamos a falar sobre acções marketing – quase de marketing de guerrilha – cujo o objectivo era aumentar a consciencialização sobre doenças oncológicas. A certa altura falámos de um grupo de mulheres que tem vindo a publicar selfies de topless em troco de uma libra a favor da luta contra o cancro da mama – e sem mais, encontrámos a ponte que nos faltava”.

Uma edição conjunta a favor da consciencialização de uma doença oncológica? Um projecto no mínimo arriscado, senão mesmo a tocar no absurdo. A Direcção da FRONTAL defende-se afirmando ser esta uma óptima forma de renovar o interesse num assunto cuja mensagem, de tantas vezes repetida, está a perder a força. Acrescenta ainda que já tem apoios Institucionais de associações de referência e que a ideia tem sido muito bem recebida em fóruns de discussão relacionados com o tema.

E as consequências…

A verdade é que esta posição já está a surtir as devidas consequências no seio da FRONTAL. Vários colaboradores sentem-se desconfortáveis com a mudança de rumo e fala-se já em saídas precipitadas. André Ferreira, antigo membro da direcção, deverá ser uma das pessoas a incluir-se na lista de dissidentes, descontente com a má-imagem que os novos dirigentes estão a emprestar à revista por si renovada. Igualmente, esta deverá ser uma notícia que não cairá bem quer na AEFCML, quer nos órgãos da própria FCM-NOVA. As duas instituições não emitiram até ao momento qualquer comunicado relacionadas com este assunto, mas é de esperar reacções fervorosas e o esfriar das relações entre os envolvidos.

A verdade é que as informações sobre o número conjunto são ainda escassas. Fontes anónimas falam da possibilidade de uma participação da Dona Lurdes, histórica responsável do bar de Santana, mas não existe forma de confirmar este facto. O que é certo, porém, é que, com tantas controvérsias, a polémica é já uma realidade e a publicação da edição conjunta uma dúvida por confirmar. A ir em frente, a concretização deste projecto será realizada num clima de guerra civil, podendo inclusive pôr em causa a continuidade da actual Direcção da FRONTAL.

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